Primeira constatação: o lugar é difícil de achar.(Aliás, impressionante a quantidade de restaurantes naquela rua, deve ter uns 10). Na fachada só tem um toldinho escrito "boulangerie", mas não tem o nome do estabelecimento, portanto achei pelo número. Quem me dera ter ido embora como QUASE fiz.
Entrei, dei uma olhada no lugar e sentei em uma mesa com tampo de vidro. Tampos de vidro em dão coisas: além de gelados, qualquer pressão que se faça sobre eles causa ruídos que sempre me fazem pensar que está quebrando alguma coisa. Ao olhar o cardápio tive um choque: tudo é muito caro. sanduíche custando R$20 é mato. A água mineral custa R$2,80. Ouch. Já que tinha ido até ali, eu tinha que experimentar alguma coisa. Optei por um quiche de creme de gruyére com cogumelos.
Depois de esperar meia hora, eu comecei a pensar se era feito na hora, pois se de fato fosse feito na hora e fosse grande, os NOVE REAIS cobrados por ele não seriam tão absurdos. O garçom passa por mim, cutuca as duas atendentes atrás do balcão e eles começam a cochichar entre si. Finalmente eu vejo que ela vêm em minha direção com um pratinho, e me pede desculpas, pois havia esquecido meu pedido. Quatro funcionários atendendo duas mesas e eles conseguem se embananar em uma tarefa que consistia basicamente em pegar um pedaço de quiche já cortado, colocar em um prato e levar até minha mesa. O quiche? DECEPÇÃO TOTAL.Maldita hora que meu telefone está estragado, portanto sem fotos. O pedaço não tinha mais de 10cm, a massa da borda era boa, mas a do fundo parecia papelão molhado e gruyére, até onde me lembro, é um queijo com sabor bem marcante, e não aquele simulacro de fermentado láctico misturado com pedaços esparsos de cogumelo. Os quiches do Antônio, aquele restaurante fuleiro nos campi da UFRGS, têm o mesmo gosto e custam menos de R$3. Torci para que alguém perguntasse o que eu achei...mas infelizmente não pude dizer quer estava mole e sem gosto. Eu me levantei e fui dar mais uma chance ao estabelecimento, e pedi pra levar um Cinnamon Roll, um cookie de chocolate e uma Apricot Butterfly (este só pra Rebeca, pois não gosto desta fruta). Confesso que o cookie é MUITO bom, mas o da Subway é igualmente gostoso e custa R$1,50, ao invés dos R$3,50 cobrados na
Aí eu pergunto: COMO um lugar destes ganha TODO ANO, DESDE QUE ABRIU?!? Tem cu no meio, só pode. Ou muita grana. Ou os dois. Comida "meh", preço ridículo, serviço meia-boca e uma legião de admiradores? Me desculpem, mas eu gosto de lugar pra COMER, não para ver e ser visto. Lugar para pagar um preço justo, não pra se gabar no Orkut. Que ninguém pense que eu sou mão-de-vaca: eu não me importo de pagar bem quando é merecido, vide minhas frequentes visitas ao Sharin, Polska e Gokan. Tira o modelito pretensioso, muda para uma área menos frescurenta da cidade e baixa os preços para um terço do que custa agora que eu penso em voltar lá.
Este post no Garfada fala um pouco sobre o fenômeno de aparecer no Guia da Veja. Leiam.
PS - Pra descontrair um pouco: enquanto eu esperava para pagar, entrou uma loira padrão, espécie muito comum naquela área de Porto Alegre, pegou um cardápio (que tem os preços de TUDO) e teve o seguinte diálogo com o garçom:
-O que tem pra comer?
-Temos vários lanches, sanduíches, torradas...
-(Interrompendo) Não, é muito demorado! Quero algo pronto!
-Bom, temos estes croissants...
-(Se atravessando de novo) Mas o que tem dentro?
-Nada.
-Ai..Croissant puro? (cara de nojo) mas quanto custa? (Detalhe: o preço estava escrito no balcão e no cardápio que ela tinha na mão).
-R$6
-Ai! Muuuuuito caro! (De fato é...)
Peguei minhas coisas e saí. Rápido.












